Pois de tudo fica um pouco.

Come on baby blue... Shake up your tired eyes, the world is waiting for you...

Pois de tudo fica um pouco.

Come on baby blue... Shake up your tired eyes, the world is waiting for you...
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Terra Blog

Arquivo de: Novembro 2007

29.11.07

Just dont stop dancing!

Falar sobre música parece algo tão banal. Tipo: "ah.. eu gosto dessa banda.." ou "ah.. aquela música parece legal..". Provavelmente ninguém pensa no real significado que uma música é capaz de carregar. "Hinos pessoais" é extremamente pouco para definí-las. Não sei quanto aos outros, mas em mim, as sensações que uma simples melodia é capaz de provocar são tão fortes que eu sou capaz de jurar que elas têm cheiro e até sabor. Elas me acalmam, me fazem voltar no tempo, me fazem refletir sobre quem eu realmente sou e o que faço para ser alguém. Não as vejo como um simples grupo de pessoas tocando instrumentos. Aliás, não as vejo, nem as escuto. Eu sempre procuro sentí-las.. com a alma. Deixo-as entrar e tomar conta de mim. Elas brincam comigo, brincam com os meus sentimentos (nem sempre de uma maneira boa). É assim que gosto de pensar sobre música. E é por isso que simplesmente não vivo sem elas. Realmente... "Vida deveria ter trilha sonora".


"My insides all turn to ash
So slow
And blew away as I collapsed
So Cold
A black wind took them away
From sight
And held the darkness over day
That night"

20.11.07

Naquela noite...

 Estava tudo bem. Estava tudo bem mesmo! Estávamos apenas um pouco cansados devido ao exaustivo dia a que fomos submetidos. Resolvemos nos reunir e, apesar do cansaço, fazer um jantar especial. Permanecemos lá por mais de uma hora. Cozinhamos, conversamos, comemos. E tudo continuava muito bem. O clima então começou a esquentar. Trocamos algumas carícias, alguns beijos... Nada de mais. E de repente começamos a discutir. Nem saberia dizer ao certo o motivo. Mas foi acontecendo, aumentando, e quando percebi, já estávamos discutindo. Então começamos a brigar feio mesmo!
"Já disse que não gosto disso!"
"Por que você insiste em agir dessa maneira?"
"Já chega! Eu vou embora!"
"Não vá! Está tarde; e escuro. Pode ser perigoso!"
"Eu não me importo."
"Por favor.. Vamos conversar! Não faça isso!"
"Vou embora e pronto!" (urrava enquanto terminava de reunir os pertences)
"Então ao menos deixe-me chamar um táxi! Por favor!"
"Tchau!"
E ele só ouviu a porta batendo. Não havia mais nada que pudesse ser feito. Ela agora estava perdida na escuridão daquela cidade vazia.
"Quem ele pensa que é? Abusado! Vou-me embora e não pretendo vê-lo nunca mais!!"
E caminhou por algum tempo, à procura de um táxi que estivesse passando por ali. Não encontrou. Já estava ficando cansada e com medo, pois não havia nem ratos pela rua. Ela estava simplesmente deserta. Até que, então, aproximou-se de uma praça. De longe conseguia enxergar um grupo de jovens reunidos. Escondeu-se então atrás de um muro.
"Será que são bandidos? O que será que fazem na rua a essa hora?"
E não conseguia decidir se saía ou se continuava no esconderijo. Avistou um telefone público, não muito longe. A sorte era que ela tinha um número de algum táxi, na bolsa. Chamou-o e pediu para que viesse depressa. Não quis se identificar, e por isso pediu que a encontra-se em uma esquina perto. Com medo de que aqueles jovem a enxergassem, foi-se para a esquina combinada, esperar o carro. Caminhou de um lado para outro. E cada carro que passava por ali era motivo de pânico e ela logo achava algum lugar para se esconder. Resolveu então ficar parada bem na esquina, pois não sabia por onde o carro vinha, e temeu não ser vista. Esperou por alguns instantes e, de repente, avistou um vulto, um pouco longe, mas era a primeira pessoa que ela via caminhando desde que deixara o namorado. Tentou se esconder, mas era tarde. Ele já havia a enxergado.
"E agora? Ai meu Deus! Que faço?? Por favor táxi, chegue logo!! Logo!!"
Enquanto ela rezava e planejava o que faria caso fosse atacada, o vulto continuava caminhando em direção a ela. E já não era mais um vulto. Já estava em uma parte um pouco mais iluminada. Mas continuava caminhando, calmamente. Quando ele estava chegando na esquina em frente à que ela estava, ela já havia se preparado para correr. E quando ele estava quase a alcançando...
O táxi chegou.
"Ufa!"
Ela estava salva.
Mas com certeza depois dessa noite ela não sairia mais sozinha uma hora daquelas.

18.11.07

By now you should have ralized what you gotta do

Perhaps when you need me, I have already lost the will to help. Perhaps when you remember that I exist, I have already forgotten you. Perhaps when you feel my absence, I will have already another one that I will want, as much as I wanted you.
But what I still believe is that, someday, you'll realize how much I loved you and suffered for you.


'And after all... you're my wonderwall!'